Para Edson Braga, começar costuma ser movido por esperança, enquanto encerrar exige verdade; por isso, finais mal conduzidos podem deixar pendências emocionais que acabam interferindo em novas decisões, relações e projetos
Começar costuma ser mais fácil.
No início, existe expectativa.
Possibilidade.
Desejo.
Uma ideia ainda não foi testada pelo tempo.
Uma relação ainda não acumulou desgaste.
Um projeto ainda carrega entusiasmo.
Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, também conhecido como Edson Braga, existe uma competência muito menos celebrada e talvez ainda mais importante:
saber encerrar.
Em uma reflexão sobre maturidade, liderança e responsabilidade emocional, Edson chama atenção para aquilo que acontece quando ciclos terminam externamente, mas continuam ativos por dentro.
Porque um encerramento mal feito não desaparece.
Ele pode reaparecer em novas decisões.
Novas sociedades.
Novos projetos.
Novos relacionamentos.
Para Edson Braga, fechar bem não significa negar aquilo que aconteceu.
Significa reconhecer a história, assumir a própria responsabilidade e permitir que o ciclo termine sem precisar transformar ninguém em vilão.
Começar é esperança
Todo início possui uma energia própria.
Ainda existe possibilidade.
Ainda existe espaço para imaginar.
Por isso, começar costuma despertar entusiasmo.
Edson José Bandeira Braga Filho observa que o início é naturalmente orientado pelo futuro.
Quando alguém começa uma empresa, pensa naquilo que poderá construir.
Quando inicia uma sociedade, enxerga possibilidades.
Quando começa um relacionamento, vê aquilo que ainda poderá acontecer.
A esperança ajuda a mover.
Encerrar exige verdade
O fim possui outra natureza.
Ele exige olhar para aquilo que realmente aconteceu.
O que funcionou.
O que não funcionou.
O que mudou.
O que deixou de fazer sentido.
Para Edson Braga, é justamente por isso que encerrar pode ser mais difícil.
Enquanto o começo permite imaginar, o fim obriga a reconhecer.
E nem sempre gostamos daquilo que precisamos reconhecer.
Nem todo encerramento acontece porque algo deu errado
Existe uma tendência de relacionar finais a fracasso.
Mas Edson José Bandeira Braga Filho considera essa associação incompleta.
Alguns ciclos simplesmente se completam.
Uma sociedade pode ter cumprido sua função.
Um projeto pode ter chegado ao limite natural.
Uma fase de vida pode terminar.
Uma relação profissional pode deixar de fazer sentido sem que ninguém tenha necessariamente cometido uma grande falha.
Final não é sinônimo automático de erro.
O problema começa quando o ciclo termina apenas por fora
Uma empresa pode ser vendida.
Uma sociedade dissolvida.
Um contrato encerrado.
Mas emocionalmente a história pode continuar.
Raiva.
Culpa.
Ressentimento.
Necessidade de provar que estava certo.
Para Edson Braga, essas pendências podem acompanhar alguém durante anos se não forem reconhecidas.
Pendências emocionais atravessam portas
Um novo projeto deveria começar como novo.
Mas nem sempre começa.
Às vezes, a pessoa entra carregando tudo aquilo que viveu anteriormente.
Desconfiança.
Medo.
Rigidez.
Dificuldade para delegar.
Necessidade excessiva de controle.
Edson José Bandeira Braga Filho observa que, quando isso acontece, o passado continua influenciando a estrutura seguinte.
Ruínas emocionais podem ser levadas para construções novas
Essa é uma das imagens mais fortes da reflexão de Edson Braga.
Uma pessoa pode erguer algo completamente novo externamente e ainda utilizar internamente os restos de um ciclo anterior.
A nova empresa não tem relação com a antiga.
Mas o líder continua reagindo como se tivesse.
O novo sócio não cometeu os erros do anterior.
Mas recebe o peso da desconfiança.
A nova equipe é diferente.
Mas enfrenta regras construídas a partir de feridas antigas.
O líder precisa fechar antes de recomeçar
Recomeçar rapidamente pode parecer sinal de força.
Mas Edson José Bandeira Braga Filho considera que existe diferença entre movimento e elaboração.
Nem sempre ir adiante significa ter realmente encerrado.
Às vezes, a velocidade do novo serve apenas para evitar olhar para o fim.
E aquilo que não foi elaborado continua presente.
Fechar bem começa pela autoria
Segundo Edson Braga, um encerramento maduro exige três elementos fundamentais.
O primeiro é assumir a autoria da própria decisão.
Isso significa conseguir dizer:
“Eu escolhi encerrar.”
Mesmo quando existiram fatores externos.
Mesmo quando houve erros de outras pessoas.
Mesmo quando a situação ficou insustentável.
Assumir autoria devolve responsabilidade.
Autoria é diferente de culpa
Assumir uma decisão não significa assumir culpa por tudo.
Essa distinção é importante.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, responsabilidade significa reconhecer a parcela sobre a qual alguém possui poder.
Talvez o outro tenha errado.
Talvez o mercado tenha mudado.
Talvez circunstâncias externas tenham influenciado.
Ainda assim, existe uma pergunta:
o que eu escolhi fazer diante disso?
A decisão precisa pertencer a quem a toma
Quando alguém encerra um ciclo colocando toda a responsabilidade no outro, permanece emocionalmente dependente daquilo que aconteceu.
O outro vira explicação.
Para Edson Braga, autoria significa recuperar o centro.
Não controlar o passado.
Mas assumir a decisão presente.
O segundo passo é não transformar o outro em vilão
Encerramentos difíceis criam uma tentação narrativa.
Alguém precisa estar errado.
Alguém precisa ser culpado.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, essa simplificação pode dificultar a maturidade.
Relações são complexas.
Pessoas erram.
Expectativas mudam.
Valores podem se afastar.
Nem todo encerramento exige um vilão.
Demonizar o outro impede compreensão
Quando alguém precisa transformar o outro em inimigo para justificar uma saída, perde a oportunidade de compreender a própria experiência.
Edson Braga considera que uma história pode terminar porque se tornou inadequada, sem que isso apague tudo aquilo que um dia existiu de verdadeiro nela.
Algo pode ter sido bom e ainda assim terminar
Essa é uma ideia importante.
Uma sociedade pode ter sido excelente durante anos.
Uma parceria pode ter produzido crescimento.
Uma relação pode ter sido significativa.
E ainda assim chegar ao fim.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, reconhecer isso evita a necessidade de reescrever todo o passado negativamente apenas porque o presente mudou.
O terceiro passo é não se colocar como vítima
Essa talvez seja uma das partes mais difíceis.
A posição de vítima oferece alguma proteção emocional.
Se tudo aconteceu comigo, então não preciso revisar minhas decisões.
Mas Edson Braga acredita que essa postura também retira poder.
Quem se coloca apenas como vítima entrega ao passado a autoridade sobre o presente.
Maturidade exige reconhecer a própria participação
Isso não significa negar que alguém possa ter sofrido injustiça.
Existem traições.
Abusos.
Quebras de confiança.
Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, mesmo diante de situações difíceis, existe um momento posterior em que é necessário perguntar:
“O que farei agora com isso?”
Essa pergunta começa a retirar a pessoa da posição de paralisia.
Encerrar bem não significa encerrar sem dor
Alguns finais doem.
Essa dor não precisa ser negada.
Fechar bem não significa sair indiferente.
Para Edson Braga, maturidade não elimina sentimento.
Ela organiza a maneira como esse sentimento será carregado.
Respeito também pode existir no fim
Em alguns casos, a relação termina, mas a dignidade pode permanecer.
Não é necessário destruir a imagem do outro.
Expor.
Humilhar.
Edson José Bandeira Braga Filho considera que a forma como alguém termina uma relação diz muito sobre o tipo de maturidade que desenvolveu durante ela.
“Isso foi verdadeiro enquanto durou”
Essa frase representa uma maneira diferente de encerrar.
Reconhecer que algo teve valor.
Que existiu verdade.
Que houve aprendizado.
E que, mesmo assim, chegou ao fim.
Para Edson Braga, essa postura evita dois extremos.
Idealizar tudo aquilo que passou.
Ou transformar tudo em erro.
O fim não apaga o aprendizado
Quando um ciclo termina, aquilo que foi aprendido permanece.
Experiência.
Discernimento.
Relacionamentos.
Limites mais claros.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, talvez parte do encerramento esteja justamente em separar aquilo que precisa ser deixado daquilo que merece ser levado.
Levar aprendizado sem levar ressentimento
Essa talvez seja uma das formas mais maduras de concluir.
Aprender com um sócio sem desconfiar de todos os sócios futuros.
Aprender com um fracasso sem transformar qualquer risco em ameaça.
Aprender com uma relação difícil sem fechar-se para todas as relações seguintes.
Edson Braga considera que o objetivo não é esquecer.
É integrar.
O ressentimento também ocupa espaço
Enquanto uma história permanece emocionalmente aberta, ela consome energia.
A pessoa pensa.
Revive.
Imagina conversas.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, esse espaço poderia estar sendo utilizado para construir outra coisa.
Encerrar bem também libera energia.
Finais mal feitos criam decisões defensivas
Um líder ferido pode começar a dirigir pela memória.
Contratos ficam excessivamente rígidos.
Controles se multiplicam.
A confiança desaparece.
Para Edson Braga, alguma prudência pode ser necessária depois de experiências ruins.
Mas existe uma diferença entre aprender e tornar-se prisioneiro da experiência.
Novas estruturas não deveriam pagar por antigas feridas
Essa é uma responsabilidade importante de liderança.
A nova equipe não deveria carregar automaticamente o peso dos erros da equipe anterior.
O novo sócio não deveria começar condenado por aquilo que outro fez.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, fechar ciclos corretamente ajuda a impedir essa transferência.
Encerrar bem também é estratégia
O tema pode parecer emocional.
Mas possui consequências empresariais concretas.
Sociedades mal encerradas geram conflitos.
Transições mal planejadas prejudicam equipes.
Negócios mantidos além do necessário consomem recursos.
Para Edson Braga, maturidade emocional e estratégia muitas vezes estão mais próximas do que parecem.
Há empresas que não conseguem começar o próximo ciclo
Isso acontece porque o ciclo anterior ainda ocupa espaço.
Projetos antigos continuam recebendo energia.
Estruturas que deveriam ter terminado continuam consumindo atenção.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, a capacidade de concluir também determina a capacidade de renovar.
Todo sim ocupa espaço
Manter uma estrutura significa continuar dedicando recursos.
Tempo.
Dinheiro.
Energia.
Atenção.
Por isso, não encerrar nada pode impedir que qualquer coisa nova receba espaço real.
Edson Braga considera que alguns finais são necessários justamente para criar disponibilidade.
O vazio depois do encerramento pode assustar
Quando algo termina, surge espaço.
E espaço pode provocar medo.
Sem aquela empresa, quem sou?
Sem aquela sociedade, qual será o próximo passo?
Para Edson José Bandeira Braga Filho, essa incerteza explica parte da dificuldade de encerrar.
O conhecido pode estar desgastado.
Mas ainda parece mais seguro do que o vazio.
O vazio também é espaço de reconstrução
Não preencher imediatamente esse intervalo pode ser importante.
Pensar.
Aprender.
Reorganizar.
Para Edson Braga, o próximo ciclo não precisa nascer imediatamente.
Algumas transições merecem silêncio.
Maturidade espiritual também aparece nos finais
A reflexão de Edson José Bandeira Braga Filho possui uma dimensão espiritual.
Encerrar significa aceitar limites.
Reconhecer que nem tudo precisa durar para sempre.
Agradecer por aquilo que existiu.
E permitir que a vida continue.
Existe uma forma de desapego nesse movimento.
Soltar não é desprezar
Deixar algo ir não significa dizer que nunca teve importância.
Edson Braga considera que essa talvez seja uma das grandes lições dos encerramentos maduros.
É possível amar uma história e não precisar continuar vivendo dentro dela.
O ego costuma desejar ter razão até no fim
Outra dificuldade está na necessidade de vencer a narrativa.
Quem estava certo?
Quem errou mais?
Para Edson José Bandeira Braga Filho, talvez essa disputa seja uma forma de prolongar o ciclo.
Mesmo depois que a relação acabou, as pessoas continuam ligadas através da necessidade de provar alguma coisa.
Paz pode exigir desistir da última palavra
Nem toda história será explicada perfeitamente.
Nem todo mundo reconhecerá sua participação.
Para Edson Braga, maturidade também pode signific seguir sem conseguir o fechamento ideal do outro.
O encerramento, em algum momento, precisa acontecer dentro de quem deseja seguir.
Há conversas finais importantes
Isso não significa evitar diálogo.
Algumas conversas precisam acontecer.
Acordos precisam ser feitos.
Responsabilidades precisam ser assumidas.
Mas Edson José Bandeira Braga Filho considera que a conversa final não deve ser confundida com tentativa infinita de convencer o outro.
Fechar bem é diferente de fechar perfeito
Nem sempre todos sairão satisfeitos.
Nem toda consequência será evitada.
Para Edson Braga, o objetivo não é construir um final sem desconforto.
É construir um final com responsabilidade suficiente para que o desconforto não precise virar destruição.
O caráter também aparece na saída
É fácil demonstrar respeito quando existe interesse em continuar.
O teste aparece no fim.
Como tratamos alguém quando a sociedade já não será útil?
Como falamos de antigos parceiros quando eles não estão presentes?
Para Edson José Bandeira Braga Filho, a saída revela muito sobre os valores que realmente existiam durante a relação.
Nada amadurece sem finais honestos
Essa talvez seja a síntese mais importante da reflexão.
Para começar de maneira verdadeiramente nova, é preciso permitir que algumas coisas realmente terminem.
Sem negar.
Sem transformar tudo em culpa.
Sem carregar eternamente o ressentimento.
A coragem de fechar bem
No final, Edson José Bandeira Braga Filho considera que encerrar exige uma coragem diferente daquela necessária para começar.
Começar exige acreditar.
Encerrar exige reconhecer.
Reconhecer aquilo que foi.
Aquilo que mudou.
Aquilo que já não pode continuar.
Para Edson Braga, fechar bem significa poder olhar para uma história e dizer:
“Isso foi verdadeiro enquanto durou. Teve valor. Ensinou. Construiu. E agora termina com respeito.”
Sem transformar o outro em vilão.
Sem transformar a si mesmo em vítima.
Sem negar a própria participação.
Porque alguns ciclos só conseguem realmente entregar seus aprendizados quando também recebem um final.
E talvez seja justamente essa a forma mais profunda de maturidade:
não apenas saber construir histórias.
Mas saber quando e como terminá-las com dignidade suficiente para que o próximo capítulo não precise carregar os escombros do anterior.
