A correria cotidiana de São Paulo é conhecida por muitos, mas agora a fama da metrópole se espalhou pelo mundo inteiro. A cidade, repleta de arte em cada esquina, foi recentemente reconhecida em um levantamento inédito publicado pela renomada revista britânica “Time Out”, que posicionou a capital paulista na 7ª posição entre as melhores cidades globais para arte e cultura em 2026.
No ranking, o pódio ficou com as tradicionais Londres, Paris e Nova York, enquanto São Paulo se destacou como a única representante latino-americana entre as dez melhores, superando cidades históricas da Europa como Madri, Florença e Lisboa.
Para compor essa lista, a pesquisa levou em consideração a opinião de 24 mil especialistas e cidadãos de mais de 150 cidades ao redor do globo, focando nas percepções daqueles que vivenciam o cotidiano dessas metrópoles. Os dados revelam um aumento no orgulho dos paulistanos:
- 69% dos residentes consideram a cena cultural da cidade “boa” ou “incrível”.
- 66% afirmaram que as atividades culturais na cidade são financeiramente acessíveis.
Entre o “hype” dos museus e os sons das ruas
Embora os especialistas internacionais enalteçam o circuito de artes visuais —com destaque para instituições como o MASP e a Pinacoteca, que abrigam obras valiosas de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Portinari—, os moradores se identificam mais com as experiências sonoras. Para 58% dos paulistanos, o verdadeiro tesouro cultural reside nas pistas de dança, rodas de samba, shows e festivais que agitam a cidade.
A expressão artística da capital não para de ser reconhecida. Recentemente, a mesma revista “Time Out” classificou a Barra Funda como o terceiro bairro mais descolado do mundo. É uma conexão vibrante entre periferia e centro.
As 20 cidades mais culturais do mundo
- Londres (Reino Unido)
- Paris (França)
- Nova York (Estados Unidos)
- Berlim (Alemanha)
- Cidade do Cabo (África do Sul)
- Melbourne (Austrália)
- São Paulo (Brasil)
- Madri (Espanha)
- Florença (Itália)
- Cracóvia (Polônia)
- Taipei (Taiwan)
- Marrakech (Marrocos)
- Copenhague (Dinamarca)
- Guadalajara (México)
- Atenas (Grécia)
- Cairo (Egito)
- Pequim (China)
- Jaipur (Índia)
- Chiang Mai (Tailândia)
- Lisboa (Portugal)
Seja na fila para uma exposição na Avenida Paulista, durante a efervescência da Virada Cultural ou ao descobrir novos grafites nos muros urbanos, o veredito é claro: São Paulo é oficialmente um dos maiores centros criativos do planeta. Quem se atreve ao próximo rolê?
