Dificuldade para pegar no sono por causa do Enem? Descubra estratégias para controlar a ansiedade

Com menos de 14 dias para a realização do Enem 2026, agendado para os dias 8 e 15 de novembro, a pressão sobre os candidatos que se preparam para o exame começa a aumentar. Os estudantes lidam com longas horas de estudo, simulados, expectativas familiares e incertezas sobre o futuro.

Uma pesquisa realizada no Brasil com 1.046 candidatos ao vestibular revelou que 23,5% deles apresentam níveis moderados ou severos de ansiedade. A percepção de que a prova é um divisor de águas em suas vidas e a pressão para realizar bem o exame estão relacionadas ao aumento dos índices de ansiedade.

A Dra. Márcia Varejão, pediatra e homeopata com especialização em medicina integrativa, afirma que sentir algum grau de ansiedade antes de uma avaliação importante é natural e pode até ser benéfico. No entanto, a atenção deve ser redobrada quando os sintomas se tornam frequentes e começam a impactar negativamente a rotina do estudante.

“A ansiedade em determinadas situações é normal e pode ser útil. O alerta surge quando os pensamentos excessivos tomam conta da mente, provocando inquietação, dificuldade de concentração ou bloqueios emocionais, além da interferência em atividades cotidianas. Se isso afeta o sono ou as relações sociais, é hora de buscar ajuda profissional”, explica.

(function(w,q){w[q]=w[q]||[];w[q].push([“_mgc.load”])})(window,”_mgq”);

Para alcançar um estado mental mais equilibrado, práticas como meditação, mindfulness, exercícios físicos e técnicas respiratórias podem ser adotadas. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente valida 29 abordagens, incluindo meditação, yoga, acupuntura e homeopatia.

Uma revisão sistemática publicada em 2024 analisou estudos sobre mindfulness entre alunos e observou uma diminuição nos sintomas de ansiedade após as intervenções implementadas. Contudo, os autores ressaltam a necessidade de novas pesquisas rigorosas sobre o tema.

Segundo Márcia, a medicina integrativa vai além das técnicas relaxantes; ela envolve uma avaliação holística do jovem para determinar qual nível de intervenção é necessário.

“Na medicina integrativa, olhamos para o paciente como um todo. Sono, alimentação, atividade física, relacionamentos sociais e saúde emocional estão interligados e devem ser analisados conjuntamente. Não se trata apenas de escolher uma abordagem específica; precisamos compreender o que é mais adequado para cada indivíduo naquele momento”, afirma.

Em casos leves ou temporários, mudanças no estilo de vida e práticas complementares podem ser suficientes para ajudar o adolescente durante períodos críticos. Dependendo da avaliação médica, a homeopatia pode ser incorporada ao tratamento. No entanto, se os sintomas se tornarem persistentes ou começarem a causar danos funcionais significativos, é importante intensificar o cuidado.

“Podemos iniciar com intervenções básicas focadas em sono adequado, atividade física regular e pausas necessárias. Em certas situações, medicamentos homeopáticos podem ser considerados nessa análise. Entretanto, chega um ponto em que o paciente precisa de suporte mais específico e estruturado. O médico deve ter essa capacidade de discernir”, explica Márcia.

Cuidando da saúde dentro do lar

Cilene Simões é mãe de três filhos e acredita na importância de oferecer diferentes formas de cuidado desde a infância.

“Sempre busquei mostrar aos meus filhos que cuidar da saúde não significa esperar por problemas para agir. Conversamos sobre alimentação saudável, sono adequado e emoções; também incluímos práticas integrativas na nossa rotina familiar. Meu objetivo sempre foi ensiná-los a reconhecer seu corpo e saber quando é hora de desacelerar”, relata.

Com Enrico Nunes tendo 17 anos e prestes a enfrentar os vestibulares, Cilene nota como essa abordagem se torna ainda mais relevante diante da pressão das provas.

“Eles buscam informações constantemente e querem entender suas emoções. Hoje o Enrico consegue expressar sua ansiedade e procura formas para se acalmar. Como mãe, vejo isso como uma ferramenta valiosa para sua vida adulta; ele aprende que não deve ignorar seus sentimentos”, diz Cilene.

A participação familiar é crucial na identificação comportamental durante essa fase da adolescência. Mudanças significativas no sono, irritabilidade excessiva ou dificuldade em manter o foco são sinais que merecem atenção redobrada.

“Na adolescência, nem sempre a ansiedade se manifesta verbalmente. O jovem pode apresentar distúrbios no sono ou ficar mais irritado sem explicações claras. Por isso é vital observar essas mudanças no seu comportamento habitual”, destaca Márcia.

Compreendendo melhor suas necessidades emocionais durante esse período desafiador dos vestibulares, Enrico busca formas eficazes para gerenciar sua tensão.

“Às vezes parece que minha mente não descansa nunca! Assim que concluo uma tarefa já estou pensando na próxima coisa a fazer ou checando meu celular por mais informações sem parar. Percebi que precisava encontrar momentos para desacelerar”, compartilha Enrico.

Dentre as alternativas que incorporou à sua rotina estão pequenas pausas estratégicas e sessões curtas de meditação.

“Comecei a experimentar meditação recentemente e percebo um impacto positivo na redução do estresse mental. Não significa que não tenho preocupações; mas consigo organizar melhor meus pensamentos. Também tento me afastar do celular ou fazer atividades físicas quando sinto que estou muito acelerado”, conclui Enrico.

A médica observa que esse tipo de estratégia é eficaz quando a ansiedade está leve e situacionalmente relacionada ao contexto atual do estudante. É importante evitar transformar práticas saudáveis em tentativas isoladas de lidar com problemas emocionais mais profundos que requerem avaliação médica adequada.

“Não existe uma única solução aplicável a todos os jovens. E eles recebem uma quantidade enorme de informações sobre saúde atualmente; portanto o desafio deve estar em reconhecer individualmente qual abordagem funciona melhor para cada um”, argumenta Márcia.

A medicina integrativa como apoio

No Brasil, as PICS estão integradas ao SUS desde 2006. Dentre as práticas reconhecidas estão acupuntura, homeopatia, musicoterapia entre outras abordagens terapêuticas complementares à medicina convencional visando prevenção e promoção da saúde individualizada.

O Ministério da Saúde reforça que essas práticas devem complementar os cuidados tradicionais sem substituí-los completamente; focando na prevenção do sofrimento físico e emocional enquanto promove uma visão abrangente do paciente como um todo.

A Boiron é uma farmacêutica francesa especializada em homeopatia presente no Brasil desde 2006 que atua nesse campo integralmente voltado ao cuidado dos indivíduos buscando dar voz às novas gerações nas decisões sobre saúde pessoal.

A busca por métodos naturais ou integrativos deve ocorrer acompanhada por informações precisas e avaliações adequadas conforme salienta Márcia:

“Optar por caminhos naturais não significa abandonar tratamentos médicos convencionais recomendados; pelo contrário! O objetivo é ampliar as opções disponíveis na construção do cuidado holístico levando em conta aspectos físicos, emocionais e estilos de vida dos pacientes…”


No caso específico da ansiedade juvenil isso implica saber quando intervenções menos invasivas não são suficientes. 

    “O papel da medicina integrativa envolve discernir entre acolher as demandas dos pacientes enquanto reconhecemos quando encaminhá-los para suporte especializado se seus sintomas persistem prejudicando suas vidas diárias…”

    ‘‘No momento atual próximo à realização do Enem, nosso foco deve estar menos na erradicação completa da ansiedade mas sim na prevenção dela ultrapassar limites saudáveis transformando-se num sofrimento paralisante capaz comprometer as atividades escolares dos jovens candidatos.

    ‘‘A importância dessa prova é inegável, porém sua saúde física mental permanece após ela! Podemos auxiliá-los através deste processo oferecendo recursos adequados mas também devemos ter clareza quanto à necessidade eventual intervenção profissional necessária! Este olhar individualizado fundamenta princípios essenciais da medicina integrativa!</strong>

    ‘‘Dra.Márcia conclui!</br>

    O post Não consegue dormir pensando no Enem? Veja como lidar com a ansiedade apareceu primeiro em Catraca Livre.</em>

By Seriedade News

Deixe um comentário

Você Pode Gostar!